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“Zezinho será candidato a prefeito de Aracaju”, diz João Augusto Gama

gamaO peemedebista fez também uma avaliação sobre qual será o papel do governador Jackson Barreto na eleição deste ano.

O presidente do PMDB em Sergipe, João Augusto Gama, afirmou ao JORNAL DA CIDADE que a candidatura de Zezinho Sobral a prefeito de Aracaju é irreversível. Ele destacou as qualidades de Zezinho como gestor e disse que a sociedade aracajuana pede isso. Gama ainda disse que a atual administração frustrou a sociedade e que um prefeito precisa pisar na lama e andar pela cidade para conhecer seus problemas. O peemedebista fez também uma avaliação sobre qual será o papel do governador Jackson Barreto na eleição deste ano.

Confira a seguir.

JORNAL DA CIDADE – Qual a perspectiva do PMDB para a eleição deste ano em Aracaju?

JOÃO AUGUSTO – Nós temos um pré-candidato, Zezinho Sobral. Um nome extremamente bem avaliado pela sociedade, um gestor competente, que vem atender ao que o povo está esperando, segundo as pesquisas. O povo de Aracaju espera um gestor, um nome novo, uma pessoa que tenha compromisso com a sociedade. E isso Zezinho Sobral demonstrou, quando da sua passagem pela Secretaria de Saúde do Estado de Sergipe. Um secretário atento, presente e correto, era também afável, coerente, atencioso. Portanto, nós temos um “produto” bom e vamos para as eleições. Há espaço para todo mundo disputar as eleições, nós não queremos fazer com que os outros partidos deixem de apresentar candidatos. Vamos apresentar nomes, isso é próprio da democracia. Democracia é disputa, não podemos aceitar que tentem impedir Zezinho de disputar. Zezinho será candidato a prefeito de Aracaju e tenho certeza que iremos ganhar essa eleição.

w JC – Então é irreversível a pré-candidatura de Zezinho Sobral?

JA – Claro. Porque Zezinho está atendendo exatamente ao que a sociedade vem pedindo. A gente tem visto isso em pesquisas. Zezinho é o que a sociedade esperou que a atual administração fosse em 2012, na eleição passada. O atual governo municipal frustrou a sociedade, que depositou no atual prefeito uma esperança muito grande. Zezinho hoje junta o que tem de melhor na sociedade sergipana, de professores, médicos, jornalistas, advogados… Deveremos discutir sua pré-candidatura amplamente com a sociedade sergipana. Na próxima semana ele fará uma visita à Universidade Federal de Sergipe, onde pretende discutir, conversar. A ideia é pensar Aracaju, o que nós queremos para a cidade. Não podemos mais pensar nesses programas mirabolantes, BRT e outras coisas que foram propostas na eleição passada. Nós temos que agir com os pés na realidade. Para isso, vamos juntar o que tem de mais experiente em Sergipe para apresentar à sociedade sergipana.

w JC – O senhor acredita que há possibilidade de União entre as três candidaturas governistas que estão postas – Valadares Filho, Zezinho Sobral e Edvaldo Nogueira?

JA – Acredito. Mas por outro lado acredito que cada uma dessas candidaturas deve se apresentar à sociedade e deixar que a sociedade julgue. Nós não podemos agir “stalinisticamente”, de forma ditatorial, como se fôssemos um grupo monolítico. Temos que apresentar nomes, é muito bom que a sociedade tenha diversas opções. Acho que não devemos nos ater a um só, apresentar apenas um nome, que pode inclusive ser alguém que a sociedade não esteja esperando. Se houver um segundo turno, as forças progressistas se unem novamente.

w JC – Mas essa união num possível segundo turno será tranquila? Os embates de uma campanha não poderão dificultar essa reunificação? Afinal, já começou a acontecer algumas alfinetadas…

JA – Mas num segundo turno, a gente tem experiência nisso, nós já vimos as forças políticas mais díspares de Sergipe se juntarem. Não vejo problema nenhum que essas forças se reúnam, se reagrupem novamente num segundo turno.

w JC – Qual será o papel do governador Jackson Barreto neste processo eleitoral? Ele tem dito que não terá como coordenar uma campanha, por estar governador…

JA – Na verdade não esperamos uma participação de Jackson como coordenador de campanha. Ele não pode, não tem tempo, é um homem que vive a administração, com uma agenda muito corrida, muito cheia. Mas posso falar sobre esse assunto, porque há 20 anos fui candidato lançado por Jackson. Como eu era uma pessoa desconhecida da maioria da população, eu necessitava de Jackson para me apresentar. Vinte anos depois, o caso de Zezinho é diferente. Zezinho anda com suas próprias pernas, ele tem condições de suprir essa ausência de Jackson. Até porque, como o grande chefe político do Estado, ele vai ter que participar de outras campanhas também. Nos 74 municípios de Sergipe ele será convocado para participar, não só com os candidatos do PMDB, mas com os dos partidos aliados. Então, a ausência de Jackson na campanha terá de ser suprida com o trabalho personalíssimo de Zezinho e apoio dos aliados. Eu mesmo já me propus a trabalhar na campanha dele. A campanha é possível se fazer sem essa participação ostensiva de Jackson.

w JC – O senhor falou sobre sua eleição. Na época, como foi sua largada nas pesquisas, sua campanha e eleição?

JA – Eu me elegi em 1996, assumir em 1997 e fiquei até 2000. Na minha eleição, parti do zero, fui para o segundo turno, enfrentei o candidato do PT e ganhei com uma margem razoável, de quase 15 mil votos de diferença. Naquela ocasião minha campanha dependeu quase que exclusivamente de Jackson. Se ele não tivesse me convidado eu nunca teria pensado em ser candidato. Comecei a visitar a periferia com Jackson, viemos da periferia para o centro. Era uma campanha que dependia de Jackson, essa é a diferença da candidatura de Zezinho Sobral. A de Zezinho é uma candidatura que passa por Jackson, mas Zezinho pode caminhar sozinho. E a gente vai procurar suprir a ausência de Jackson.

w JC – O senhor falou sobre os problemas de Aracaju. Como ex-prefeito, qual a sua avaliação sobre os problemas na atual gestão, como lixo, trânsito, buracos nas ruas, saúde…?

JA – Para ser prefeito de uma cidade como Aracaju precisa muita dedicação. Não que o atual gestor não tenha, não estou sugerindo isso. É como se você fosse uma espécie de síndico do prédio: você tem que cuidar dos mínimos detalhes, tem que ter vocação. Eu lembro que Jackson me disse uma vez para ter “cuidado com o caminho do prefeito”. O caminho do prefeito é aquele dos servidores, manutenção da cidade… Isso deve estar sempre bem arrumado. É preciso que o prefeito circule, que não faça promessas em vão. Me lembro que quando começou, a atual administração cercou as praças de Aracaju, passando a imagem de que era dinâmico, de que iria recuperar as praças de Aracaju. E essas praças ficaram cercadas durante quase dois anos. Então houve uma frustação na sociedade. Para ser prefeito você tem que ir no mercado, ver a limpeza pública, botar os pés na lama, ir para os bairros pobres, afastados. Ir nas escolas e postos de saúde, chegando sem agendar, para se ter uma ideia do que está ocorrendo na administração. Mas para isso tem que sujar o sapato, tem que correr a cidade. E isso, ao que me parece, falta na atual administração, que ficou muito elitista. Talvez não seja a vocação do atual prefeito. Ele gosta dos grandes projetos e não se apercebeu que a vida da cidade é feita do detalhe: o paralelo fora do lugar, o ônibus que não está cumprindo o horário. Isso tem que estar sendo visto diariamente, permanentemente, e isso só se faz saindo do gabinete.

Fonte: www.jornaldacidade.net

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