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Vereador Dr. Gonzaga

GonzagaDr. Gonzaga nasceu no dia 1º de dezembro, em Aracaju, filho de Elias Gonzaga da Silva, falecido em 2008, e de Josefa Vieira de

Santana, falecida quando ele era ainda um menino, uma perda que, segundo o parlamentar, marcou completamente a sua infância e o seu destino como profissional. Inconformado com a morte prematura da mãe, aos 30 anos de idade, Dr. Gonzaga tornou-se uma criança introspectiva e com pouca motivação para participar de atividades sociais, uma característica que o acompanhou na adolescência e permanece até hoje, apesar de ter evoluído muito neste aspecto, até mesmo por causa de suas atividades políticas.

Filho de pai militar, Dr. Gonzaga recebeu uma educação rígida e disciplinada, ensinamentos que ele procura transmitir para seus filhos, embora de forma mais flexível em termos de exigências, conservando, porém, as noções de respeito e responsabilidade, o que ele considera um dos maiores legados recebidos do seu pai.

Apesar do pouco convívio com a mãe, que faleceu quando ele tinha apenas oito anos, Dr. Gonzaga considera a existência dela como uma referência para tudo o que faz. Ele costuma dizer que toda a sua vida, seus sonhos, seus desafios e projetos são pautados no “antes” e “depois” dela, de quem se orgulha de ter herdado três sentimentos que considera primordiais na sua e na vida de todas as pessoas: simplicidade, amor e solidariedade.

A escolha pela Medicina foi uma decisão tomada já na infância, sem nenhuma dúvida quanto a seu futuro profissional. A concretização definitiva, porém, se confirmou quando sua mãe, antes de morrer, pediu às filhas mais velhas que cuidassem de seu filho caçula e o incentivasse em seus estudos, para que um dia ele se transformasse em um grande médico, como ela sempre sonhou. A partir daí, Dr. Gonzaga fez desse sonho um objetivo: ser um médico para cuidar das pessoas, para que elas não morressem por falta de assistência médica, como sua mãe. Apesar de toda essa certeza, na hora de fazer o vestibular para o curso de Medicina da Universidade Federal, se sentiu inseguro, pelo fato de não ter feito um curso preparatório adequado, e achando que não passaria, optou pela faculdade de Odontologia. Depois de cursar dois anos, porém, sentiu que a sua vocação e o seu sonho não podiam ser abandonados. Então, prestou novamente o vestibular, dessa vez para Medicina, e abriu seu caminho para a profissão tão sonhada.

Logo nos primeiros anos do curso começou a estagiar na própria UFS, como coordenador da Equipe Médica do Vestibular. Em seguida, estagiou no Asilo Rio Branco, no SAME, na Maternidade Hildete Falcão e na equipe do Dr. Calumbi, que era, na época, o seu professor de Cirurgia Geral. Depois de formado, fez o curso de pós-graduação em Geriatria e Gerontologia, uma escolha certamente influenciada pelo trabalho realizado com os idosos no Asilo Rio Branco e no SAME, e outra pós-graduação em Medicina do Trabalho.

O primeiro emprego efetivo como profissional foi como médico da Secretaria de Saúde, quando foi designado para atender na cidade de Poço Verde, no sertão do Estado. Nessa época também trabalhou simultaneamente como médico da Prefeitura de Cristinápolis e de Nossa Senhora da Glória, além de atender, em alguns períodos, nas cidades de Santa Luzia do Itanhy, Fátima, Paripiranga e Cícero Dantas, todas localizadas no Estado da Bahia, próximas ao município de Poço Verde. Dr. Gonzaga foi médico do Sesi por quase 20 anos, atendendo a maior parte desse tempo na cidade de Maruim. Como médico do trabalho atuou e ainda atua em algumas das maiores indústrias privadas do Estado.

Antes de se tornar um legislador, participou da vida pública como presidente do Instituto Parreiras Hortas, hoje Hemolacen, em duas administrações do governo Albano Franco, e tem orgulho de ter realizado um trabalho de qualidade no órgão, que se encontrava completamente desacreditado pelo povo, que não queria fazer seus exames ali. Depois de uma completa reestruturação em termos administrativos e funcionais, e a implantação de vários exames importantes para a população, o IPH passou a ter total aceitação em todo Estado de Sergipe e reconhecimento em nível nacional. Foi um trabalho que Dr. Gonzaga considera bastante gratificante em termos profissionais, pois pode constatar os reais benefícios para a população. O reconhecimento do seu trabalho como gestor também foi constatado quando o IPH recebeu, por três anos consecutivos, o Troféu Imprensa de melhor órgão público, um feito que nenhum outro órgão do Estado tinha conquistado até aquela ocasião.

 

O despertar para a política

Dr. Gonzaga diz que a primeira semente política foi plantada dentro dele quando começou a trabalhar como médico em Poço Verde e Cristinápolis. O contato diário com as pessoas altamente carentes abriu seus olhos para as inúmeras necessidades desse povo tão pouco assistido socialmente. Foi esse desejo de fazer alguma coisa para melhorar a vida daqueles cidadãos, que iam ao consultório não apenas para se consultar, mas também para falar de suas misérias, que o impulsionou para o mundo político, acreditando que poderia ajudá-los ainda mais se fosse um político. Ele achava que como médico podia atender várias pessoas de forma humanitária, mas sabia que esse trabalho representava muito pouco diante das enormes necessidades daquela gente. Então, achou que como político esse trabalho poderia ser feito de uma forma mais abrangente, de forma que atendesse não apenas uma necessidade individual, mas de toda uma coletividade.

Por insistência do povo, se candidatou pela primeira vez, em 1986, a deputado estadual, mas não foi eleito. Nos anos seguintes, foi candidato a prefeito de Cristinápolis, prefeito de Poço Verde e outras duas vezes a deputado estadual, sem alcançar êxito nessas eleições. Contudo, na eleição para prefeito de Poço Verde perdeu por apenas 27 votos, na época em que a contagem ainda era feita de forma manual. Em 2004, venceu sua primeira batalha, elegendo-se vereador da cidade de Aracaju, pelo PMDB. Em 2008, reelegeu-se para o seu segundo mandato, e agora, em 2012, chegou ao terceiro mandato.

Apesar de ter participado de várias eleições sem êxito, Dr. Gonzaga considera que todas as candidaturas foram extremamente importantes e contribuíram para que ele adquirisse experiência para se inteirar do funcionamento e estratégia dos meios políticos. Acredita que aprendeu um pouco com cada uma delas, um aprendizado que tem servido para aperfeiçoar suas atitudes tanto na política como nas suas atividades profissionais e pessoais.

Dr. Gonzaga considera que essa eleição foi uma das mais acirradas de todas de que já participou, uma vez que a maioria dos candidatos contava com apoios políticos de peso ou mesmo com a ajuda de entidades de classe ou religiosas. Dr. Gonzaga disse que teve que enfrentar uma luta árdua e solitária, mas felizmente – disse ele – o povo de Aracaju confiou e reconheceu o valor do seu trabalho, reelegendo-o para um novo mandato. Uma oportunidade que ele acredita que será melhor aproveitada, porque agora se sente mais maduro politicamente, mais conhecedor dos entraves e das burocracias internas, enfim, com maior discernimento e experiência para legislar com os olhos voltados para os interesses do povo acima de tudo. Mas, em termos gerais, ele considera que foi um bom vereador em seus dois mandatos e acha que acertou mais do que errou, porque pautou suas decisões em princípios éticos e com muita responsabilidade com o povo que estava representando.

Nesse novo mandato disse que pretende intensificar ainda mais suas ações, procurando ser mais incisivo em suas solicitações e cobranças junto a Prefeitura e aos órgãos públicos responsáveis, cumprindo aquilo que se propôs em sua luta para ajudar o povo, especialmente os mais necessitados. A impotência em relação ao atendimento dessas necessidades é um fator que já fez o vereador ter vontade de desistir da vida política, inclusive nessa última eleição. Além dos problemas pessoais e financeiros por que passou, ele se sente decepcionado com a política em si. Para Dr. Gonzaga, a sensação de não poder atender um pedido de um cidadão, especialmente no tocante à saúde, é de total impotência e muita tristeza. Lamenta, mas reconhece que é uma situação que não depende dele apenas, pois muitas questões estão fora de suas possibilidades, mas que vai continuar lutando para alcançar melhoria de vida e saúde para o povo de Aracaju, que o reconduziu à Câmara como seu representante.

 

Fonte: www.osmario.com.br/ler.asp?id=17480&titulo=memorias

 

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