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Servidores do sistema prisional participam de capacitação em DST/Aids e doenças infecciosas

 

benedito figueiredo 1Agentes penitenciários, profissionais de saúde, diretores e coordenadores de saúde participaram de uma capacitação em DST/Aids e doenças infecciosas promovida, nesta terça e quarta-feira, 13 e 14 de novembro, pelas Secretarias de Estado da Justiça e da Saúde (Sejuc/SMS). Realizadas no Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan), as quatro palestras ministradas abordaram a contextualização da tuberculose no sistema prisional, doenças sexualmente transmissíveis, redução de danos e a promoção da equidade em saúde dentro das unidades.

O secretário de Estado adjunto da Justiça e de Defesa ao Consumidor, Elder Sandes, deu as boas-vindas aos participantes, incentivando-os a tirar dúvidas, e ressaltando a importância da promoção de melhorias constantes na saúde dentro das unidades. “Temos trabalhado arduamente para superar as dificuldade e garantir o atendimento de saúde aos internos do sistema prisional, por considerá-lo fator primordial à garantia da dignidade humana, sobretudo na situação de privação de liberdade. Essa é uma entre as tantas iniciativas que a Sejuc e a SES têm promovido com essa finalidade”, afirmou o secretário adjunto.

De acordo com o infectologista Marco Aurélio de Oliveira, o grande intuito da discussão foi abordar doenças frequentes no sistema prisional que, muitas vezes, passam desapercebidas, como hepatites virais, HIV e sífilis, além da tuberculose, que também foi discutida. “No próximo ano, introduziremos os testes rápidos do HIV e sífilis dentro do presídios e, para isso, faremos uma capacitação futura. Esse está sendo um momento de sensibilização sobre a importância dessa doenças que pode se manifestar de forma silenciosa, mas se diagnosticadas cedo, têm tratamento e grandes possibilidades de e cura”.

Thiago Rodrigues, diretor do HCTP e coordenador de saúde no sistema prisional, explica que, para os profissionais do sistema, a capacitação teve a importância de aguçar a sensibilidade para a identificação de sintomas ou indicativos de potencial para o desenvolvimento de doenças. “A capacitação é essencial para o sistema prisional também porque, a partir do diagnóstico precoce, é possível evitar a transmissão de doenças tanto entre os internos quanto para os servidores e, para isso, precisamos identifica-las”, explicou.

Tuberculose
Nos últimos anos, houve um grande avanço no tratamento dos pacientes com tuberculose dentro do sistema prisional. Os casos têm tido acompanhamento efetivo, consistente em diagnóstico, isolamento imediato e tratamento intensivo, o que é essencial em um ambiente que, segundo Marco Aurélio, é muito propício à disseminação. “Compõem a maior parte da população carcerária, homens e jovens – parcela mais atingida -, e por ser um local de aglomeração, facilita a transmissão pelo ar. Mas, temos intensificado as buscas pelos casos e a interlocução entre as secretarias, com apoio dos municípios, tem possibilitado um grande índice de cura dos casos. Para se ter ideia, muitas vezes conseguimos uma cura melhor nos internos do sistema do que em pacientes em liberdade”, revelou o infectologista.

E essa intensificação da busca foi a responsável pela elevação das estatísticas de casos diagnosticados. Segundo Maria Heide Mesquita, diretora da vigilância epidemiológica, em 2008 foram registrados oito casos de tuberculose no sistema. “Em 2012, foram 40. Esses números só revelam que busca está mesmo mais intensa. E achar casos não é ruim. Ao contrário, é muito bom, porque quebra a cadeia de transmissão da doença”, informou Heide.

Fonte: Sejuc

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