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O secretário Benedito Figueiredo concedeu uma entrevista ao JORNAL DA CIDADE, falando um pouco sobre política. Confira!

“Jackson deve rever posição de encerrar carreira política”, diz Benedito Figueiredo.

BFNome forte no PMDB de Sergipe, o secretário de Estado de Governo, Benedito Figueiredo defende que o governador Jackson Barreto reveja a posição de se aposentar da vida pública. Em conversa com a equipe do Jornal da Cidade, Benedito avalia que o PMDB nacional terá candidatura própria à Presidência da República em 2018 e que isso, fatalmente, exigirá de JB uma candidatura ao senado. O gestor fala ainda sobre eleições municipais, executiva nacional do PMDB e a aliança de Ana Lúcia. Confira:

1 – O senhor é vice- presidente estadual do PMDB e participará da executiva nacional para eleger o presidente nacional da sigla. Como está o clima na delegação sergipana e qual a orientação para a votação da executiva?

BF- Nossa delegação está comprometida com a eleição de Michel Temer. A eleição ocorre próximo dia 12, no sábado, e esperamos um encontro com discursos e debates. Nós temos uma posição clara de apoio à presidenta Dilma. Não temos motivo para romper, a chapa Dilma-Temer foi uma chapa necessária. Claro, vamos batalhar para que o PMDB tenha candidato à presidente em 2018. Quanto a isso não tenho dúvida alguma.

2 -Em Sergipe, o PMDB está preparado para as eleições municipais deste ano? O Partido terá candidatura própria em Aracaju?

BF- Temos feitos pesquisas e trabalhado para que o PMDB tenha candidatos em diversos municípios. Em Aracaju, somos o único partido com dois nomes para candidato: o deputado estadual Luís Garibaldi e o secretário de Estado de Saúde, José Sobral. Na minha opinião, são dois bons nomes e com serviços prestados à sociedade.  Em agosto, quando houver a convenção final para apresentação de candidatos, vamos decidir se será Zezinho, Garibaldi ou, até, se não teremos candidato e apoiaremos aliados. É uma hipótese. Só não abriremos mão de ter candidato ao governo em 2018.

3- Em relação ao futuro político do governador Jackson Barreto, qual a posição do PMDB?

BF- Jackson Barreto declarou que não seria mais candidato e encerraria sua vida política ao deixar o governo. Temos que respeitar. É uma decisão pessoal. Eu advogo, porém, à revisão dessa decisão. O que temos que entender, e aí posso afirmar, é que Jackson Barreto será convocado pelas forças democráticas e peemedebistas, principalmente pelas lideranças do PMDB, para ser um dos próceres da campanha presidencial do partido. O PMDB lançará candidato à presidência em 2018 e precisa se fortalecer em todos os estados e isso, também, em Sergipe com votos e, necessariamente, com a representação no Senado que ajude o futuro presidente. Talvez, até contra a vontade dele, esta seja a última missão de Jackson Barreto: representar Sergipe no Senado. Temos que entender que muitas vezes a nossa vontade pessoal é superada por um fator político. O fator político importante é a candidatura do PMDB para presidência.. Obviamente, os líderes nacionais exigirão que Jackson represente Sergipe no Senado Federal. Nesse caso, vamos trabalhar para que ele seja candidato, revendo a posição. Vamos batalhar por isso.

4- Como vice-presidente do PMDB em Sergipe e amigo de longas datas de Jackson Barreto, o senhor afirma que ele será candidato ao Senado em 2018?

BF- Será possível na medida em que ele será cobrado e instigado pelo partido para que represente aquilo que o PMDB precisa no cenário da República. Não estou falando de coroação da vida pública de Jackson Barreto, estou falando da necessidade do PMDB ter um número maior de senadores da república para ajudar um futuro presidente.

5- Recentemente, o secretário de Planejamento e presidente do PMDB em Sergipe, João Augusto Gama, afirmou que a deputada Ana Lúcia não agiu como aliada quando votou contra a aprovação das contas do Governo na Assembleia Legislativa. O senhor concorda com o posicionamento de Gama? Como avalia o voto da deputada Ana Lúcia?

BF- Eu já tinha dito e repito que assino embaixo tudo que Gama falou. A deputada Ana Lúcia tem que saber que esse voto é muito importante. Envolve toda uma administração de governo.  Ela poderia ter dado um voto favorável, mas com ressalva, ao invés de rejeitar as contas. Um voto contrário fere a dignidade do governo e do governador Jackson Barreto e ela sabe da honestidade do governador. Ademais as contas que estavam sendo julgadas eram referentes à administração de Marcelo Déda e de Jackson Barreto. Essa questão supera a condição até de ser aliada ou não. Um voto contrário, sem maiores explicações, é um voto que deixa dúvida da seriedade, da honestidade, da boa administração dos recursos públicos, mormente num momento de transparência em que vive a nação. Eu lamento que a deputada Ana Lúcia tenha tomado essa posição.

6 – O senhor tem conversado com o governador sobre a reforma administrativa? Haverá mais mudanças na administração?

BF- Temos conversado muito, mas não posso adiantar nada em relação a isso até para não trincar a confiança que sempre foi depositada em mim. De uma coisa tenho certeza, haverá mudança sim.

7- Como será a atuação do governador nas eleições municipais deste ano?

BF- Jackson Barreto vai delegar o trabalho. Claro que ele irá visitar aliados, dar seu apoio, mas por conta de sua recuperação da cirurgia no pé e do tempo reduzido da campanha, que terá 45 dias, ele não poderá estar presente em todos os atos.

8 – O que a Secretaria de Governo, da qual é titular, representa na estrutura do Estado?

BF- A Secretaria de Governo é uma das mais importantes da estrutura administrativa porque é por onde passa os atos do governo como decretos, nomeações, leis, portarias e etc. Os atos do governador, do Executivo e da administração geral passam pela SEGOV. Aqui se exige competência e experiência administrativa. Não diria diariamente, mas toda semana me reúno com o governador para orientá-lo. Nos finais de semana, sim, conversamos sobre política. Muitas vezes aos domingos, quer em minha residência ou na dele.

9 – Como presidente da Fundação Ulysses Guimarães, como tem sido a atuação da mesma?

BF- Essa tem sido uma grande paixão minha. Incentivado pelo meu filho Alexandre e com total ajuda dele e do companheiro Elias, temos realizado algo que me deixa orgulhoso. A Fundação Ulysses Guimarães de Sergipe, além de inovar com a criação de um Coral, único no País – que inclusive se apresentou no Palácio do Governo e tem sido bastante solicitado – oferece cursos de agentes de Cidadania, Dicção e Oratória, Políticas Públicas de Gênero e Gestão Pública Municipal. Já formamos 2.121 alunos em 32 turmas nos municípios de Aracaju, Boquim, Carmópolis, Cristinápolis, Maruim, Monte Alegre, Nossa Senhora do Socorro, Pacatuba, Rosário do Catete, Santa Rosa de Lima, Santo Amaro e Siriri. Proporcionalmente a Fundação Ulysses Guimarães de Sergipe foi a que certificou mais alunos dentre outros Estados. Esses certificados são reconhecidos pela Universidade Federal de Brasília e Universidade Federal de Rio Grande do Sul, para efeito de cursos de extensão, válido também em todas as Universidades do País.  

10 – O senhor é um dos líderes do PMDB em Sergipe. Não pensa em se candidatar?

BF- Assim como Jackson, pretendi e pretendo encerrar minha carreira política. Entretanto, eu iria de encontro às minhas próprias palavras se não dissesse que posso rever também essa posição, quer através de mim, quer através de um filho meu, quem sabe.

Fotos de Victor Ribeiro.

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