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Neste domingo o pré-candidato do PMDB à Prefeitura de Aracaju, Zezinho Sobral, concedeu entrevista ao JORNAL DA CIDADE. Confira!

“Ser gestor é a novidade na política”

MAX AUGUSTO

Da Equipe JC

zezinhoEntre os pré-candidatos que pretendem disputar a Prefeitura de Aracaju, Zezinho Sobral (PMDB) é o único que não tem mandato. Todos os outros são políticos experientes e ninguém tem menos de dez anos em cargos públicos. A observação é do próprio Zezinho Sobral, que nesta entrevista ao JORNAL DA CIDADE destaca o seu trabalho como gestor público, e diz que a população tem procurado justamente alguém com seu perfil: que nunca tenha disputado cargos, com capacidade de gestão avaliada e comprovada, além de comportamento ético. Confira a entrevista.

JORNAL DA CIDADE – Esta semana o PMDB homologou sua pré-candidatura a prefeito de Aracaju. Este é um caminho sem volta, o PMDB pode desistir de apresentar um nome?

Zezinho Sobral – De forma nenhuma, a homologação pelo PMDB da minha pré-candidatura e das 36 pré-candidaturas a vereador, são inevitáveis. Mas é um caminho que está sendo trilhado. É uma proposta, o partido está apresentando. É óbivo que a população precisa avaliar essa proposta, mas percebo que meu crescimento é vertiginoso, porque o PMDB lançou um nome que coincide com a vontade das pessoas. A sociedade de Aracaju quer um bom gestor, um nome novo, quer romper com tudo do passado, quer um histórico limpo. Assim, a gente tende a obter sucesso, tanto é que hoje já estamos no mesmo patamar dos outros, que estão já há um ano dizendo que são pré-candidatos e ainda estão no mesmo patamar.

JC – O Partido está unido? Foi unânime a decisão de apresentar candidato próprio?

ZS – Na última sexta-feira nós estávamos com a presença de todos os membros do diretório do partido. O deputado Garibalde, presidente do diretório municipal, foi o primeiro a falar, e disse que a responsabilidade dele é maior que a dos outros, porque ele é o mais bem votado da capital. A decisão do partido é unanime. A reunião da militância não deixa dúvidas de que o PMDB de forma unificada indicou o meu nome e dos outros pré-candidatos a vereadores.

JC- Uma chapa tendo o PT como vice ainda está sendo pensada? A votação do impeachment e as divergências nacionais podem atrapalhar essa chapa em Aracaju?

ZS – Entendo que a divergência nacional não tem qualquer interferência na relação local entre o PT e PMDB, nem com os outros partidos, haja visto a relação fraterna de Jackson com ex-governador Marcelo Déda, com Eliane Aquino, com o saudoso Zé Eduardo Dutra e com os aliados. Acredito que Jackson é hoje o melhor amigo do Partido dos Trabalhadores em Sergipe. Um exemplo clássico disso é que o líder do governo da Assembleia é Chiquinho Gualberto.

JC – Que outros partidos estão em vista?

ZS – Acredito que todos os partidos da base aliada. No transcorrer e no desenvolvimento dos próximos 90 dias de pré-campanha deverá se iniciar um diálogo, uma conversa, e acho que o bloco tende a ficar mais unido e fortalecido. Mas sem restrições ao PSB e PC do B lançar candidato. O PMDB entende que o partido que desejar lançar candidato tem todo direito. Mas no futuro, quando o cenário político se definir mais, vamos tentar alianças com os partidos que tem pré-candidatos. Com os demais, já podemos iniciar os diálogos.

JC- Como o senhor avalia as candidaturas de Edvaldo Nogueira e Valadares Filho, que hoje estão na base aliada ao governo do estado? Acha que ambas serão mantidas?

ZS – Eu não posso decidir pelos demais já disso que entendo como absolutamente legítimo qualquer partido lançar pré-candidato a prefeito respeito e valorizo, assim como quero que respeite e valorizem o meu partido. Acho que democracia é tratar a todos com os mesmos direitos. Como é que o PSB, o PC do B têm direito e o PMDB não pode? Respeito a candidatura e legitimidade dos dois, mas quero ser respeitado também. Apoio a iniciativa do partido, mas da mesma forma, exigo o meu direito. O PMDB é um partido forte com 4 estaduais, um deputado federal, um governador. É legítimo que lance um pré-candidato. O que eu não admito é pré-conceito só porque nunca exerci mandato ou cargo eletivo. Eu sou o novo e tenho um perfil de gestão, que é exatamente o que o eleitorado pede. O eleitorado hoje quer um gestor o gestor é a novidade na política. E se o povo quiser inovar, se a população quer um nome novo, porque eles não querem me deixar entrar na disputa? Nos outros partidos, todos os candidatos têm mais de dez anos de mandato.

JC – O senhor tem conversado com o governador Jackson Barreto sobre as eleições em Aracaju? Como JB analisa seu nome neste cenário de 2016?

ZS –A avaliação que o governador faz: há uma indefinição do eleitorado de Aracaju.  Ninguém, até este momento empolgou o eleitorado a ponto de puxar para si um grande número de adeptos. Todo mundo está embolado. Ele verifica que o eleitorado quer um gestor, um nome novo, de conduta ética comprovada e que possa trazer uma modernidade na gestão. Aracaju está sendo gerida com o mesmo pensamento de 40 anos atrás. Ele está percebendo as pessoas dizendo isso.

JC – O senhor falou que nunca exerceu mandatos. Acha que possui experiência administrativa para tocar a Prefeitura de Aracaju?

ZS – O que me credencia para disputar, o que o PMDB identificou em mim com o perfil para disputar a Prefeitura de Aracaju é exatamente o êxito, a eficiência da minha condição de gestor em todas as pastas por onde passei, até na pasta mais difícil de administrar. Mesmo não sendo a minha área de formação, empregando ferramentas modernas de gestão, produzimos uma real melhoria na saúde da estado. Todo mundo sabe que teve avanços, mesmo administrando menos recursos. Um deputado da oposição, pastor Antônio, falou que o Huse de hoje é diferente do de ontem.

JC – Muitos “medalhões” da política sergipana deverão estar na disputa eleitoral deste ano em Aracaju. O senhor acha que conseguirá fazer frente à eles?

ZS – Estou convicto da minha capacidade de trabalho. Tenho consciência de que que esses medalhões, e todos os adversários que eu vou enfrentar são detentores de mandatos há mais de dez anos. São políticos experientes e qualificados, mas também acredito que eu os supero e muito na condição de gestor. Até Dr. João Alves, que tem a figura de um grande gestor, está absolutamente ultrapassado. Todas as medidas adotadas por João Alves geram aumento da carga tributária ou geram absoluto desconforto, a exemplo do IPTU e do lixo, que além de mal recolhido, está mais caro. O lixo custa o dobro, por conta do transbordo. João pega uma solução de mobilidade que apelida de BRT, empurra goela abaixo da população e não avalia que as larguras das avenidas não comportam uma faixa exclusiva. Não propõe um desafogamento de vias da região do centro, não melhora a qualidade dos terminais de ônibus, não propõe um ação inteligente de fluxo de veículo, e o pior de tudo: ele não discute com os atores, com as pessoa que fazem o transporte.

JC – Jackson Barreto será um bom cabo eleitoral, mesmo com os problemas que acometem o governo do estado, como o atraso no pagamento dos servidores?

ZS – Jackson Barreto é um cabo eleitoral tão importante que hoje o PMDB lançou um pré-candidato e você vê na mídia impressa e na mídia televisiva todos os pré-candidatos do nosso bloco disputando o apoio do governador Jackson Barreto. Há uma unanimidade neste processo.

JC – E porque ele é tão importante como cabo eleitoral?

ZS – Há um factoide criado na política sergipana, de que Jackson é populista. Que Jackson tem voto porque vai na casa do povo e mexe na panela para comer a comida do povo. Isso foi inventado pelos poderosos para classificar Jackson como um populista. Mas a verdade, posso testemunhar, é que quando cheguei no Tamandaré, na Olaria, no Bugio, no Bairro América, Soledade, Novo Paraíso, quem fez calçamento, posto de saúde, quem construiu 26 escolas e tirou 14 mil crianças das ruas e botou na escola, foi Jackson Barreto. Então Jackson Barreto tem da população de Aracaju, um reconhecimento, porque foi o político do estado de Sergipe que mais beneficiou a população pobre com infraestrutura, com estudo e com saúde, desde a redemocratização em 1985. É por isso que Jackson é forte, porque ele tem serviço prestado, ele tem densidade política. Jackson tem liderança, não precisa ligar para A, B ou C, para fazer o que faz. É disputadíssimo como cabo eleitoral até hoje, porque o que ele diz, as pessoas acreditam. E Jackson é amigo das pessoas, solidário, não abandona ninguém em momentos difíceis, Jackson não é oportunista.

JC- O senhor tem trabalhado sua pré-campanha? Tem conversado com lideranças?

ZS – O que o PMDB está fazendo na pré-campanha, e eu estou sendo protagonista, é o seguinte: estamos conversando com diversos setores da sociedade, desde associações de bairros a sindicatos, inclusive da área da comunicação, porque são eles que recebem as demandas das pessoas de Aracaju. Estamos conversando com empresas do setor, para discutir meio ambiente: lixo, destinação de resíduos sólidos e líquidos, limpa fossas e águas pluviais. Debatemos soluções para a Zona de Expansão, com relação a lagoas de estabilização e prevenção de inundações. Conservação do mangue e criação de áreas verdes para a capital. Estamos buscando uma discussão com setores relacionados à mobilidade urbana, para influenciar diretamente na melhoria da qualidade do transporte e do transito da capital, que está uma loucura. A prefeitura de Aracaju parece que faz de propósito, erro em cima de erro, tornando insuportável o trânsito. Não é um proposta de cima pra baixo, estamos discutindo com todos os setores da sociedade.

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