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Jackson participa do lançamento do filme “A Mesa Vermelha” com depoimentos de torturados pela ditadura

Em forma de documentário, a obra expõe o relato de 23 ex-presos políticos do presídio da Ilha de Itamaracá, em Pernambuco

jackson a mesa vermelha

Fotos: Marcelle Cristinne/ASN Jackson cumprimenta o sergipano Bosco Rolemberg    

Fotos: Marcelle Cristinne/ASN

 

Relatos contundentes e emocionados sobre os sonhos e pesadelos dos militantes de esquerda presos e torturados pelo regime militar em Pernambuco, dentre eles, o sergipano Bosco Rolemberg, militante histórico do Partido Comunista do Brasil (PC do B) e ex-secretário municipal da capital, em várias pastas, na administração Edvaldo Nogueira.

Esse é o contexto do filme “A Mesa Vermelha”, dirigido por Tuca Siqueira, filha do também militante de esquerda e atual vice-prefeito da cidade do Recife (PE), Luciano Siqueira, que foi lançado em Aracaju na noite desta terça-feira, 1º de abril, no Museu da Gente Sergipana, contando com a presença do governador Jackson Barreto.

A obra recebeu apoio do programa “Marcas da Memória”, que é vinculado à Comissão Nacional da Anistia do Ministério da Justiça, cujo objetivo é promover a discussão dessa temática no conjunto da sociedade brasileira por ocasião dos 50 anos do golpe militar, lembrados no último dia 31 de março. A Secretaria de Estado da Comunicação, através da Agência Sergipe de Notícias (ASN), também produziu um hotsite abordando a temática com o relato de sergipanos que sofreram perseguição da ditadura militar, entre eles, o próprio Bosco Rolemberg, o secretário de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão, João Augusto Gama, o secretário adjunto da Cultura, Wellington Mangueira e o governador Jackson Barreto, dentre outros.

Homenagem

Para Jackson Barreto, Bosco Rolemberg e Ana Côrtes, sua esposa e também militante histórica de esquerda, são figuras emblemáticas da resistência em Sergipe. “Eu presencio esse momento com muita emoção, visto que Bosco Rolemberg e Ana Côrtes foram companheiros da nossa geração de universidade. Militantes da esquerda que, sem dúvida alguma, deram uma contribuição inestimável para que pudéssemos vivenciar esse momento com a democracia. São lutadores, guerreiros pela liberdade em nosso país que sempre demonstraram coragem e formação revolucionária”, argumentou o governador.

Jackson complementou afirmando o seu orgulho em pertencer a uma geração que destinou os melhores anos de suas vidas à luta pelo ideal democrático. “Tenho o orgulho de tê-los como companheiros de jornada e de luta, e posso dar o meu testemunho de que eles marcaram e sofreram muito na luta pela redemocratização do país, mas estão aqui vivos para que os jovens conheçam a história. Bosco e Ana Côrtes, e também Wellington Mangueira e Laurinha são os grandes símbolos na nosa luta de resistência ainda na Universidade Federal de Sergipe”, recordou o governador.

Informação para a Juventude

Para Bosco Rolemberg, o filme complementa um conjunto de ações que visa trazer para a contextualização da sociedade os reflexos desse período da história para o presente e para o futuro. “Hoje o país vive um momento de busca da memória e da verdade em torno de uma questão fundamental, e que toda uma geração pagou um elevado preço, que é o valor da liberdade e da democracia. A contribuição desse documentário e o relato emocionado das nossas experiências de tortura, de prisão, de resistência e de luta, é o exemplo de que é possível uma geração enfrentar as adversidades, o terror e a violência, para que as próximas gerações usufruam da democracia”, sintetizou Bosco.

A narrativa busca, de acordo com a diretora do filme, Tuca Siqueira, transportar quem o assiste para a atmosfera vivenciada pelos personagens que são reais. “Eles são personagens reais que estiveram presos de 1969 a 1979 na Casa de Detenção, no Recife e, logo em seguida, no presídio da Ilha de Itamaracá. Abordamos várias questões, mas a memória vem à tona de maneira mais forte. O filme também traz elementos que mostram que todos os militantes de esquerda e da resistência que foram presos sempre mantiveram o diálogo de ideias e produziram um coletivo que falava mais alto no ambiente do cárcere”, relata a cineasta pernambucana.

Já o ex-preso político e atual vice-prefeito do Recife, Luciano Siqueira, destaca a sensação do dever cumprido e a importância que sua geração teve na redefinição dos destinos de uma das maiores democracias do mundo. “É reconfortante olhar para trás e ver que agimos e sofremos para construir esse país que avança, busca combater desigualdades e reconhece seus erros mostrando o que realmente aconteceu, que é o objetivo da Comissão da Verdade. Também é motivo de muita alegria reencontrar velhos companheiros como Jackson Barreto, hoje como governador dos sergipanos, e relembrar a nossa atuação ainda bem jovens nas ‘Tendências Populares do PMDB’ 50 anos atrás”, recordou Siqueira, remetendo-se à movimentos partidários da época, quando consolidou a amizade com Jackson Barreto.

O filme não entrará nos circuitos comerciais do país, mas pode ser acessado através do site www.amesavermelha.com.br.

 

Fonte: www.agencia.se.gov.br

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