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Jackson construiu 23 escolas e revolucionou a educação quando foi prefeito de Aracaju | PMDB-SE
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Jackson construiu 23 escolas e revolucionou a educação quando foi prefeito de Aracaju

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Fazendo do setor uma prioridade, ele acabou com o déficit de salas de aula que existia na época

Joangelo Divino

 

O ano era 1985 e o retrato do sistema público educacional da capital sergipana encontrava-se em colapso. Na época, eram 10 mil crianças fora da escola, na faixa-etária dos 7 aos 14 anos. Para combater esse déficit, dentre outras mazelas, o povo aracajuano elegeu o prefeito Jackson Barreto com esperança de um futuro melhor. Ao assumir a Prefeitura de Aracaju em janeiro de 1986 como o primeiro prefeito eleito pela vontade popular e o mais votado proporcionalmente do País, Jackson sabia dos desafios e decidiu enfrentá-los.

Começou por uma pasta vital: a educação. O quadro de escolas municipais à época não chegava a 80, sendo que 35 eram estabelecimentos conveniados, sem nenhuma estrutura decente que fizesse valer a alcunha de “centro do saber”.

A solução que Jackson encontrou para sanar a problemática da educação, já que não havia escolas suficientes para atender à demanda, veio de uma atitude corajosa e voltada unicamente para os mais necessitados: construir novas unidades de ensino.

Insistente e obstinado, Jackson construiu, em dois mandatos de prefeito da capital — iniciados em 1986 e 1992 —, 23 escolas e 12 creches, de Norte a Sul da cidade, depois de amargos 20 anos de espera desde a última escola edificada.

A professora Iara Maria Campelo Lima, 63 anos, foi uma das personagens centrais desse novo jeito de olhar a educação em Aracaju na gestão de Jackson Barreto. Na época, Iara Campelo foi coordenadora de Ensino do Primeiro Grau, e mais tarde secretária adjunta do então secretário municipal de Educação Jorge Carvalho.

Ela conta com orgulho que um dos grandes diferenciais na época em que Jackson estava à frente da Prefeitura de Aracaju, além de construir unidades e qualificar professores, era a preocupação em batizar as escolas novas com nomes de figuras históricas que contribuíram para o desenvolvimento do Brasil, como forma educativa, a exemplo da escola municipal que leva o nome do saudoso sergipano Orlando Dantas, no bairro Veneza, da Escola Juscelino Kubitschek, na Coroa do Meio, da Escola Alcebíades Vilas Boas, no bairro Industrial e da Escola Olga Benário Prestes, no Santos Dumont.

E foi justamente com o nome de Olga Benário Prestes, esposa do lendário Luís Carlos Prestes, o lendário Cavaleiro da Esperança, que Jackson inaugurou em 1987 a primeira escola de sua gestão, lá no bairro Santos Dumont, zona Norte. Segundo Iara Campelo, a solenidade pode ser considerada antológica, por um motivo simples: Luiz Carlos Prestes e sua filha, Anita Leocádia Prestes, participaram do ato histórico.

“Foi um grande evento. Um dia muito importante para a história de Aracaju e Sergipe. Lembro-me que Luiz Carlos Prestes ficou bastante emocionado. Havia uma multidão nos aguardando. Sua filha, Anita, também se emocionou. Jackson foi feliz ao escolher o nome da esposa de Prestes para ser eternizada numa escola”, relembra.

Iara Campelo destaca ainda que a educação em Aracaju pode ser vista e dividida em dois momentos: antes e depois de Jackson Barreto. “Porque ele fez uma verdadeira revolução. Nós, como integrantes de sua equipe na pasta de Educação, tínhamos sincronia com a história de Jackson e as ações da Prefeitura refletiam essa história de luta e carinho por Aracaju”, conta, ao destacar que foi na gestão de Jackson que a Administração Colegiada foi, de fato, implantada.

“A Administração Colegiada tinha uma perspectiva de fazer uma reorganização no conhecimento, nas relações, de forma que o sujeito, que participa de uma sociedade democrática, se assumisse como ator desse processo. A escola sozinha não faz a mudança da sociedade, mas a mudança da sociedade passa por ela”.

Com as escolas erguidas, houve categóricos avanços, a diminuição do déficit escolar; a melhoria do processo de ensino-aprendizagem; a redução gradativa do número de alunos por turma até se alcançar os parâmetros de 20 alunos por sala na pré-escola e de 30 alunos/turma no segundo grau. Era a locomotiva do saber entrando nos trilhos, de onde nunca deveria sair.

Concurso público

Além dessa iniciativa, Jackson foi ousado e lançou concurso público para o magistério, interrompendo um hiato de duas décadas desde o último concurso. Afinal de contas, escola nova requer professores novos. Foi uma verdadeira revolução, no modo mais progressista da expressão.

“Na época, nosso princípio básica era qualidade, acesso e permanência, e isso só se dá dentro de uma processo democrático. Havia 20 anos que não se fazia concurso público e havia 20 anos que não se construía uma escola. As escolas conveniadas que existiam não tinham qualidade e representavam, na maioria das vezes, um campo eleitoral. A mudança veio a partir da construção, de fato, de uma Administração Colegiada, da construção de uma rede pública e da obrigatoriedade do concurso público. Além do respeito à categoria, com a reformulação do Estatuto dos Professores. A Prefeitura gerida por Jackson também pagava melhor o salário dos professores com relação ao Estado. Foi também um momento que tivemos o maior número de capacitação dos professores através do curso denominado ‘A hora do estudo’”, reforça Iara Campelo, em tom de nostalgia.

Para sintetizar a atuação de Jackson Barreto na Prefeitura de Aracaju no que se refere à educação, Iara Campelo foi categórica. “Definiria como participativa e compromissada. A figura do então prefeito e hoje governador Jackson Barreto representa isso com a política educacional. Só conseguimos aqueles avanços com o aval de Jackson, ele acreditou e fez”.

“Quando assumimos a Prefeitura, Aracaju tinha um déficit de mais de 10 mil crianças fora da escola, na faixa etária de 7 a 14 anos, que era de responsabilidade do município. Com a minha segunda gestão, construímos 23 escolas e zeramos o déficit escolar de Aracaju. Foi uma grande vitória”, relembra Jackson Barreto.

Testemunhos da mudança 

Raimunda Guimarães, de 62 anos, foi professora de História da Escola Municipal Presidente Vargas, que fica localizada no bairro Siqueira Campos. Ela conta que quando Jackson anunciou a construção das escolas e do lançamento do concurso público para o magistério, a comunidade docente encheu o peito de esperança.

“O primeiro concurso para professor do município foi feito por ele, além do estatuto do magistério. Mas o que diferencia a gestão de Jackson dos outros foi a força de vontade que ele teve de construir 23 escolas e aumentar o salário dos professores. Antes dele, o salário era baixíssimo. Foi uma renovação nessa área. Além de reduzir o déficit escolar, Jackson queria professores qualificados, por isso criou o concurso. O governo dele foi excelente!”.

O autônomo José Paulo de Souza, 47, mora no bairro Cidade Nova, zona Norte da capital, e reconhece a importância da escola municipal Major João Teles Menezes, construída por Jackson em 1988. “Quando Jackson construiu essa escola aqui foi uma grande alegria. Como eu era um pouco mais velho, não cheguei a estudar nela, mas meus irmãos estudaram. Era bem perto de minha casa. Se tem um político que muito fez por esse bairro, o nome dele é Jackson Barreto. Quando foi prefeito, mudou a cara da Cidade Nova. Como governador, espera-se muito mais. Foi excelente”.

A aposentada Maria Rita dos Santos, 65, moradora do bairro há mais de 30 anos lembra que a chegada da unidade de ensino ajudou a levantar a autoestima da população. “Foi uma conquista. Tenho cinco filhos e todos eles estudaram no Major Teles sem precisar se deslocar para outro lugar. Fico grata a Jackson Barreto por ter dado a oportunidade dos meus filhos estudarem pertinho de casa”.

Iuri Santana dos Santos tem 18 anos. Embora seja de uma geração que não tenha presenciado o momento histórico da construção da escola, ele afirma com orgulho que concluiu o primeiro grau no Major Teles. “Uma escola situada no bairro é bom pra todos, pela comodidade. Fico imaginando naquela época, antes da inauguração. Jackson teve visão”.

Não muito longe dali, no bairro Santos Dumont, na escola Municipal de Ensino Fundamental Olga Benário Prestes, o agradecimento também ecoa. Dono de uma oficina mecânica, Edson Silveira, 40, também ratifica a importância da unidade de ensino na localidade. Segundo ele, é o tipo de obra que beneficia inúmeras gerações. “Lembro que a comunidade ficou bastante contente. Jackson sempre olhou para a periferia e essa escola é o retrato disso”.

Fonte:  jacksongovernador15.com.br

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