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Entrevista – Garibalde Mendonça – O PMDB caminhará unido em Aracaju

Garibalde Mendonça

Deputado estadual, vice-presidente da Assembleia Legislativa

“O PMDB caminhará unido em Aracaju”

“O nome de Edvaldo nunca deixou de ser discutido no PMDB”

MAX AUGUSTO – Da Equipe JC

Nesta entrevista concedida ao JORNAL DA CIDADE, o presidente do diretório municipal do PMDB em Aracaju, deputado Garibalde Mendonça, afirmou que o nome de Edvaldo Nogueira (PC do B) nunca deixou de ser analisado internamente pelo partido. Ele também garantiu que o PMDB vai estar unido na eleição de Aracaju e que houve consenso no partido, em acolher o nome de Edvaldo. O deputado considerou ainda que não haverá eleição fácil. Confira nossa conversa.

JORNAL DA CIDADE- A decisão de apoio a Edvaldo Nogueira foi discutida com os filiados do PMDB? Há quanto tempo o partido vem debatendo isso?

Garibalde Mendonça– O nome de Edvaldo Nogueira sempre foi um nome no nosso bloco de aliança e, portanto, nunca deixou de ser pauta de discussão interna no nosso partido, mesmo tendo parte dos seus membros desejosos por uma candidatura própria.

JC- A base do PMDB aceitou bem o apoio a Edvaldo? O que os peemedebistas acharam de não ter candidatura própria?

GM– Política passa pelo melhor convencimento, quando os posicionamentos divergem. Embora tivéssemos uma candidatura própria, o nosso presidente de honra, o governador Jackson Barreto, fez uma leitura do momento político atual, e encaminhou o apoio do partido para Edvaldo, sem maiores problemas.

JC- Qual o clima no partido hoje? Havia uma preferência para apoiar Zezinho Sobral ou Edvaldo Nogueira? A maior parte do partido está satisfeita com o apoio a Edvaldo?

GM– O clima é o mesmo que nos demais partidos. De pré-campanha. Eu posso dizer que o partido soube compreender o que o nosso líder maior encaminhou.

JC- O PMDB está conversando com outros partidos? Tem mantido contatos com o PT, no sentido de formar uma chapa? O que falta para essa definição?

GM- O PMDB já tomou sua decisão, que foi apoiar a candidatura do PCdoB. No mesmo ato do anúncio, o governador falou de uma decisão que virá do PT, trazendo Eliane Aquino para a chapa na condição de vice.

JC- O PMDB está pronto para as eleições deste ano em Aracaju? A meta é eleger quantos vereadores em Aracaju?

GM- Nós preparamos uma chapa proporcional bastante competitiva para a Câmara Municipal de Aracaju, e pretendemos eleger uma boa bancada nessas eleições.

JC- Os vereadores do PMDB estão apoiando o governo de João Alves? Esse apoio permanecerá até quando? Isso cria algum embaraço ou problema para o partido?

GM- Os vereadores do nosso partido fazem a representação do povo de Aracaju, onde João Alves é o prefeito, e por isso não se pode confundir um relacionamento diplomático com apoio político, daí não nos causa qualquer dúvida que o PMDB caminhará unido na decisão que o partido tomou.

JC- Falando nisso, como o senhor está avaliando o governo de João? Existe mesmo uma grande rejeição a ele?

GM- O prefeito João Alves já deu sua contribuição à capital e também ao estado de Sergipe. A avaliação de sua gestão será feita pela população no momento oportuno.

JC- Será fácil enfrentar João na eleição?

GM- Não existe eleição fácil, valerá quem melhor convencer o eleitorado com uma boa proposta para Aracaju. Nós faremos nossa parte. A decisão será do povo.

JC- Ficar fora da chapa majoritária enfraquece o PMDB?

GM- O PMDB tem o comando do governo do estado, e isso não é pouco. Ainda temos a presidência do Poder Legislativo, portanto, não há enfraquecimento com a ausência numa chapa majoritária da capital.

JC- Edvaldo Nogueira parece estar estacionado na preferência popular, sem conseguir melhorar sua performance. O senhor acredita que ele poderia ganhar a eleição de João? Por quê?

GM- Os números vistos até aqui foram aferidos num cenário diferente do que temos hoje, quando o governador e o PMDB se unem à candidatura de Edvaldo, daí é possível dizer que não haverá eleição fácil para ninguém. É preciso trabalhar e elaborar boas propostas para o povo de Aracaju.

JC- Como o senhor avalia os trabalhos na Assembleia Legislativa esse semestre? Foram positivos?

GM- O poder legislativo tem contribuído muito nas questões do estado em favor de nossa gente. Por ser uma casa plural, é evidente que por vezes acontecem grandes embates entre seus membros, mas, ao final, prevalece o que sua maioria decide. O semestre termina positivamente no meu entender.

JC- O deputado Luciano Bispo está enfrentando uma questão na justiça. O senhor acha que poderá assumir o posto de presidente da AL?

GM- O presidente Luciano Bispo é um companheiro bom, e tem uma ótima relação com todos os deputados. A questão que ele enfrenta na justiça, não faz com que nossa relação seja diferente. Fui eleito vice-presidente, e faço aquilo que o regimento estabelece. Sobre assumir o posto de presidente, eu digo que vou. É só Luciano Bispo assumir o governo do estado nos próximos dias, que pelo regimento tenho que assumir. (risos).

JC- O senhor tem uma grande base eleitoral em Aracaju. O que a cidade está precisando? Quais as maiores reclamações da população?

GM- Aracaju é uma cidade muito complexa para gerir. Os problemas são muitos e as intervenções de obras e serviços devem ser executadas com olhar para futuras gerações, e não apenas para uma gestão. É preciso observar o seu crescimento, sem provocar impactos na natureza e, ou meio ambiente.

Fonte: Jornal da Cidade

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