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Desenvolvimento de Sergipe é destaque no jornal Valor Economico

De acordo com a revista, Sergipe é hoje o estado que mais cresce e gera empregos na região. De 2003 a 2011, o PIB saltou de R$ 1,7 bilhão para R$ 4,14 bilhões, em valores correntes, segundo os últimos dados disponíveis do IBGE. Temos ainda o maior PIB per capita do Nordeste, em 2011, no valor de R$ 12.536,45

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Foto: Wellington Barreto/ASN

 

O jornal Valor Econômico dedicou um caderno especial para a região nordestina. Ele demonstra claramente que Sergipe transformou-se nos últimos anos em importante destino de investimentos no Nordeste. A fórmula deste sucesso é a junção do espírito empreendedor do empresariado local, a força do trabalho dos sergipanos e um governo estadual que trabalha como indutor deste desenvolvimento investindo de forma maciça em infraestrutura, qualificação de mão de obra e captação de novas empresas de forma equilibrada entre a região metropolitana e o interior do estado.

Desde 2007, o governo do Estado atraiu 103 empreendimentos, com investimentos de R$ 723 milhões e geração de cerca de 12 mil empregos diretos. De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia de Sergipe (Sedetec), o resultado é fruto de uma estratégia de desenvolvimento que combina incentivos fiscais e investimentos em formação de mão de obra, em infraestrutura de transportes e na criação de um ambiente propício aos negócios. A redução do ICMS para investimentos chega a 93,8%. Somada a outros incentivos regionais e federais, resulta em um pacote que, segundo o secretário da Sedetec, Saumíneo Nascimento, pode reduzir os custos operacionais em 30% a 40%.

De acordo com a revista, como resultado, Sergipe é hoje o estado que mais cresce e gera empregos na região. De 2003 a 2011, o PIB saltou de R$ 1,7 bilhão para R$ 4,14 bilhões, em valores correntes, segundo os últimos dados disponíveis do IBGE. Temos ainda o maior PIB per capita do Nordeste, em 2011, no valor de R$ 12.536,45.

Sergipe fechou o mês de maio deste ano atraindo outras oito novas empresas, a partir dos incentivos fiscais e locacionais do PSDI, sendo sete novas indústrias e uma distribuidora de bebidas. Serão cerca de R$ 26,3 milhões de investimentos, que irão gerar 331 novos empregos. Os novos empreendimentos serão instalados nos municípios de Estância, Laranjeiras e Nossa Senhora do Socorro, e produzirão móveis, massa de concreto e argamassa, estrutura pré-moldada, conduítes, confecções e quentinhas.

O Valor aponta ainda que a pujança da economia no Nordeste levou a Raia Drogasil, maior varejista de farmácias do país, a fincar pé no Nordeste e informa que o grupo Raia Drogasil tem intenção se expandir seus negócios também para Sergipe.  “Em maio inauguramos duas lojas em Recife (PE) e outras seis serão abertas entre Maceió (AL) e Aracaju (SE)”, afirma o presidente da Raia Drogasil, Marcílio Pousada.

Interiorização de investimentos

O Governo do Estado sabe que para fortalecer o estado, é preciso diversificar os investimentos e levar desenvolvimento para Sergipe como um todo, prova disso, é que as políticas desta gestão tem como foco a descentralização da economia e dos serviços oferecidos aos sergipanos.  Como afirma a Valor, Sergipe também estimulou a interiorização dos investimentos, tornando o desenvolvimento mais homogêneo. De 2007 a 2011, segundo o governo sergipano, cerca de 72% das empresas atraídas instalaram-se no interior. “Tivemos a preocupação de direcionar investimentos intensivos em mão de obra para as diversas regiões”, diz o governador Jackson Barreto.

Outra vantagem do estado, que tem sido uma característica observada pelas empresas e grupos que investem no Nordeste, é a posição geográfica privilegiada de Sergipe, localizada próximo de dois importantes centros comerciais que são Pernambuco e Bahia, estados que possuem um grande mercado consumidor.

“A proximidade de Pernambuco e Bahia pesou especialmente na decisão da japonesa Yazaki, fabricante de chicotes elétricos para a indústria automobilística, que montou no ano passado uma fábrica em Nossa Senhora do Socorro, região metropolitana de Aracaju, com investimento de R$ 46 milhões, e fornece esses componentes para Ford, no Polo de Camaçari (BA). A empresa vai atender também à unidade da Fiat que está sendo construída em Goiana (PE). As expectativas são de formação de um polo automobilístico no estado, atraindo outros fabricantes da cadeia, a partir, principalmente, da chegada da fabricante saudita de veículos híbridos (eletricidade e gasolina) Amsia Motors, que já demonstrou intenção de instalar uma fábrica em Barra dos Coqueiros, também na região metropolitana, com investimentos estimados em US$ 500 milhões e geração de 4 mil empregos diretos”, expôs a publicação.

A revista também destaca que, entre os novos investimentos no estado, está o da Verallia, do grupo Saint-Gobain, que começou a construir uma fábrica de garrafas e potes de vidro para bebidas e alimentos, na região de Estância, com investimento de R$ 228 milhões. O projeto da Verallia, segundo explica Saumíneo Nascimento, prevê outros três investimentos paralelos: de uma recicladora de vidro, uma transportadora e a Mineração Jundu, prevista para o terceiro trimestre de 2015, em Estância, com investimento de R$ 15 milhões e produção estimada de 75 mil toneladas de minerais não metálicos. No setor de cimento, a Brennand, de Pernambuco, planeja construir uma unidade em Laranjeiras, com R$ 366 milhões. Já a Votorantim e a Nassau, do grupo João Santos, investem na expansão da produção. A Votorantim destinou R$ 72,2 milhões ao aumento da capacidade de sua fábrica em Laranjeiras, enquanto a Nassau investiu R$ 68 milhões na modernização da unidade em Nossa Senhora do Socorro. O estado produz 3,3 milhões de toneladas de cimento e é o maior fabricante do Nordeste.

Turismo

O caderno especial do reconhecido veículo, que traz como tema o crescimento do Nordeste, ainda aponta a potencialidade do turismo em Sergipe. O estado tem investido na projeção nacional e internacional de Sergipe como destino turístico e na atração de um número maior de turistas. “Nos últimos seis anos, o número de visitantes dobrou, para 1,2 milhão”, afirma José Roberto Lima, secretário de Estado do Turismo. Ele calcula que o crescimento na área de turismo já esteja em dois dígitos.

“O setor cresce 11% ao ano e hoje responde por 7% do PIB do Estado, índice bastante superior à média brasileira, que fica na casa dos 2%”, acrescenta. Segundo o secretário, a construção das pontes Joel Silveira e Gilberto Amado foram as responsáveis pelo incremento na área de turismo. Com uma extensão de 1.080 metros sobre o rio Vaza -Barris, a primeira ponte liga a capital sergipana a Itaporanga d’Ajuda e consumiu investimentos de R$ 68 milhões. Já a segunda, que mede 1.712 metros e cruza o rio Piauí no trecho entre Estância e Indiaroba, próxima a divida da Bahia, absorveu R$ 124 milhões.

Dados do Ministério do Turismo apontam que Aracaju concentra quase toda rede hoteleira do estado, o que significa pouco mais de 5 mil leitos. Para os próximos dois anos, a meta é aumentar esse número de leitos em 20%, segundo Fábio Libório, vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih) de Sergipe. O Banco do Nordeste, nos últimos cinco anos vem financiando a construção de 11 hotéis, dos quais nove na capital sergipana. O governo vai investir U$ 100 milhões em um programa viário para integrar as regiões produtoras aos mercados, portos e aeroportos, o que também facilitará os deslocamentos de turistas, segundo Lima. “Uma vez finalizado, o impacto no PIB será de R$ 434,32 milhões”, afirma o vice-presidente para o Valor.

 

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